segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A Regra Áurea

Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles façam a vocês; pois esta é a Lei e os Profetas (Mt 7.12).

Sei o quanto é custoso e difícil enxergar nossas próprias ações, pois temos um grande empecilho: a parcialidade. Somos parciais principalmente conosco mesmos. E não somente conosco, mas também com quem nos interessa, faz parte de nosso convívio ou por quem nutrimos afeto.

Temos o costume de reclamar do tratamento que recebemos dos outros e nos esquecemos de como os tratamos. Queremos ser acolhidos, mas desprezamos. Queremos ser auxiliados, mas somos indiferentes. Queremos ser honrados, mas humilhamos. Não gostamos de ser criticados, mas criticamos – e sempre achamos que poderíamos ter feito melhor. Sentimo-nos no direito de ter sempre a preferência, mas se alguém recebe algum privilégio, não aceitamos. Somos exigentes com os outros, mas condescendentes conosco mesmos. Nem sempre gostamos de ser tratados da forma que tratamos o nosso próximo.

Queremos ser ajudados em nossos problemas, mas fechamos os olhos aos problemas dos outros. Temos uma imensa dificuldade em aceitar a opinião de outra pessoa e respeitar sua maneira de pensar, mas muitas vezes queremos impor as nossas. Quando nos dispomos a discutir, preferimos ser ouvidos, mas temos uma barreira quase intransponível para ouvir. Não compreendemos o outro, mas nos angustiamos quando não nos entendem. Julgamos a aparência e atitudes das pessoas, mas nos indignamos quando nos olham com maus olhos. Fazemos comentários maliciosos e revelamos segredos dos outros, mas vamos à forra quando somos difamados ou expostos.

Claro que não acho que seja agradável receber um tratamento inadequado, porém mais importante do que se entristecer com o tratamento ruim recebido é sentir o mesmo pesar quando nós não tratamos bem o próximo. Pense nisso! – LFS

Antes de agir ou falar, é bom pensar em como eu me sentiria se agissem ou falassem assim comigo.
Friend , Graça e Paz!

Como desenvolver o ministério da pregação, a ponto de tocar corações e
contribuir com a transformação de centenas (e milhares) de pessoas
onde estiver?

Pregação é algo simples... Porém, necessita de alguns fatores que
contribuem de modo definitivo com o sucesso da ministração.

O ministério da pregação não é algo que o homem desenvolve para
parecer útil no Reino de Deus. Mas, é Deus quem distribui os dons a
cada homem, tornando-os mordomo de tal ministério...

Para isso, precisamos buscar a perfeição no que fazemos no trabalho
cristão.

E para contribuir com seu desenvolvimento, segue abaixo um artigo bem
objetivo e didático.

Boa leitura!



Pregação Pura e Simples… Sem Complicação!


Você sabia que centenas (talvez milhares) de todos aqueles que proclamam a Palavra de Deus, estão mais para agitadores de palcos (sim!) do que para pregadores?

Você está em qual categoria? Qual tem sido o seu desenvolvimento na arte da Pregação? Você tem visto resultados?

(Quem é ensinador, talvez pense que esteja de fora dessa realidade… Não! Todos nós estamos no mesmo barco. Essa é uma verdade inquestionável!). Então vamos lá?

Todos temos ciência da necessidade da Pregação, da exposição da Palavra de Deus aos corações – sejam de cristãos sejam de pecadores -, pois todos necessitam de uma mensagem que conforte, alegre, exorte, repreenda, corrija, instrua e mostre o único caminho para o céu.

A pregação é imprescindível para o crescimento e desenvolvimento da Igreja, para o fortalecimento dos cristãos e para o esclarecimento do pecador.
Porém, para que essa Pregação tenha real efeito e cumprimento dos propósitos para os quais fora designada, é necessários que alguns fatores sejam relevantes e algumas características associadas a mesma.


O Que é Pregação?

“A pregação é a comunicação da verdade aos homens pelos homens. Contém em si dois elementos essenciais: a verdade e a personalidade. Não pode omitir-se nenhum dos dois e ainda ser pregação.”

Estas palavras dão-nos o que há muito tempo tem sido considerada umas das definições mais claras e concisas da pregação. Esta definição foi-nos dada por Phillips Brooks, um pregador norte-americano famoso no século XIX. A pregação tem sido descrita, também, como o transbordar de uma vida, a verdade divina que passa pela peneira da personalidade humana.

A pregação é um meio principal escolhido por Deus e usado na Igreja primitiva para comunicar as Boas Novas às pessoas. E embora a pregação tenha sido alterada no decurso dos séculos, retém, em menor ou maior grau, os elementos originais da proclamação, da evangelização e da instrução que tinha nos tempos do Novo Testamento.

Uma das definições mais importantes da palavra pregar no Novo Testamento, é “proclamar como arauto”. A mensagem da pregação do Novo Testamento era o Evangelho. O apelo era ao arrependimento e à fé, e o objectivo era evangelizar os perdidos.

Esta é a ordem do Novo Testamento da qual se desenvolveu a pregação da atualidade. Sendo assim, a pregação de hoje inclui não só a proclamação do evangelho para a salvação dos perdidos, como também a pregação da Palavra para os crentes serem encorajados e fortalecidos na fé.

Veja, por exemplo, o que Paulo esclarece para Timóteo:
“Que pregues a palavra, instes, a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4:2).

Outra definição neotestamentário muito importante da pregação é contar as boas novas, os acontecimentos decorridos do ministério de Jesus Cristo. Isso é visto, principalmente, nos primeiros capítulos do livro de Atos, onde os cristãos saíram por toda as cidades contando o que havia acontecido… E isso por si só, caracterizava uma pregação muito poderosa, pois as pessoas criam naquilo que ouviam.

O Engodo da Falsa Eloquência!

Um erro comum em qualquer pregador (principalmente, iniciantes) é de que pregação poderosa é a que une teatro, palavras de ordem e muito, mas muito movimento. E este caldeirão de fatores, formam uma pseudo-eloquência, que é o pano de fundo de uma pregação poderosa.

Quem estuda, e realmente conhece, as matérias de Homilética, Oratória, Ética e Psicologia Pastoral sabe da importância de uma pregação realmente poderosa; um sermão impactante, pois tanto ativa a fé do ouvinte, quanto inspira-o à uma mudança radical – buscando o pleno desenvolvimento – apartir daquela pregação.
Porém, também, este mesmo pregador sabe que muito do que se identifica como eloquência, nada mais é do que uma falsa eloquência; teatro e manobras psicológicas para levar o povo ao êxtase – na maioria das vezes em benefício próprio.

Eloquência é muito mais amor, compaixão, entrega e abnegação no trabalho de Deus, em prol do crescimento espiritual e da salvação de muitos. Acredito, apartir dessa visão, que a maior eloquência do pregador não está na forma que ele fala, mas na forma como ele demonstra o resultado daquilo que ele fala. Quando mais testemunho verdadeiro, mas eloquência. Quando mais falso testemunho, menos eloquência.

Foi isso que aconteceu com Jesus. Ele falou naturalmente para um multidão (e para isso ele escolheu uma planície, onde pudesse falar sem precisar de gritaria e todos pudessem ouví-lo!), mas mesmo assim, ao final do seu sermão, a multidão percebe algo diferente e afirmam…

“Ao concluir Jesus este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina; porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.” (Mateus 7.28,29).

É provável que para muitos hoje, alguém falar como Jesus falara (de forma natural – sem o teatrismo gospel), demonstra falta de espiritualidade, falta de unção, falta de comunhão, falta de autoridade, falta conhecimento… falta de… vergonha! (sim, já ouvi pessoas dizerem: “nem tem vergonha de dizer que prega… ninguém sentiu nada!”).

Aprendendo Com John Piper

A pregação deve ser motivo de exultação (alegria, regozijo, júbilo) e não exaltação, pois mesmo sendo um pesado fardo sobre aqueles que a tomam com responsabilidade, nunca deverá ser um constrangimento exercer tal função – a de pregador.

Pregar é explicar e aplicar o significado da mensagem bíblica, pois ela é a Palavra de Deus, e isso, nos leva a entender que devemos conhecer a Bíblia tão bem a ponto de compreender a sua mensagem para, assim, levarmos esta compreensão aos nossos ouvintes.

Porém, sempre somos tentados a darmos ênfase ao que entendemos do Texto Sagrado e não ao que o Texto quer que entendamos. Acontece com todos – cristãos ou não! E a função do pregador é minimizar estas opiniões opiniões a tal ponto que tudo o que seja dito, tudo o que seja ensinado, tudo o que seja evidenciado, possam ser encontrados na Bíblia, senão na exatidão da palavra dita, mas nos seus princípios.

Pregar é fazer com que os olhos fiquem deslumbrados com a glória de Deus e experimentem alegrias que nunca imaginaram, e isso é muito mais do que fazer apenas as pessoas entenderem a mensagem do Evangelho… Mas, é levarem a vislumbrarem de tal modo esta glória de Deus, a ponto de desejarem a mesma com total intensidade, apartir da compreensão da Palavra.

Finalmente, o pregador deve confiar que Deus é quem se responsabiliza pelo que foi ministrado, capacitando o homem a compreender aquilo que foi ministrado, mediante a atuação do Espírito Santo na Igreja.


Como Aperfeiçoar a Pregação?

Só quero dar um alerta a você… Não seja um extremista. É perigoso! Alguns acreditam que todos os fatores do sucesso da pregação dependem dele – e por isso receiam pregar, acreditando que não estão preparados.

Outros, porém, acreditam que Deus é quem se responsabilidade (inclusive, dando a capacitação) e descuidam do preparo, culminando no fracasso do ministério dado por Deus – e mesmo quando não fracassam totalmente, vivem à margem das grandes possibilidades de desenvolvimento, aperfeiçoamento e maior eficácia do ministério.

Tais extremos são deveras prejudiciais! Por isso, um dos aspectos do fruto do Espírito Santo é o equilíbrio, a moderação… Para que o cristão seja capaz de ponderar tudo que contribui para o seu desenvolvimento espiritual e ministerial.

Mas, o que caracteriza um pregador eloquente, sábio e com autoridade naquilo que fala?

Basicamente 3 fatores! Simples assim!

1. A Palavra é quem transforma. O Evangelho é quem tem o poder de Deus para regenerar o pecador e torná-lo uma nova criatura. Nada substitui a Palavra.

2. O Espírito Santo é quem convence o ouvinte de que aquilo que fora transmitido é real, é a verdade… e necessita ser observado, analisado e colocado em prática.

3. O pregador é o instrumento. É o canal. É a ferramenta utilizada por Deus para proclamação do Evangelho, das boas novas. E como ferramenta, deve ter qualidades que o capacite a tornar-se um arauto, um mensageiro qualificado. Por isso, Paulo orienta Timóteo a manejar bem a Palavra, cuidar para ser irrepreensível, desenvolver habilidades e assim, ser um exemplo para todos, mesmo na sua mocidade.

Nem o Espírito age sem a Palavra. Nem a Palavra converte sem o Espírito. Nem o pregador tem autoridade, se não for demonstração da transformação da Palavra e não manejar bem a Palavra.

Para isso, é necessário aplicar-se ao estudo bíblico e teológico, mas também ao estudo de ferramentas específicas que favoreçam o planejamento, elaboração, transmissão e aplicação das pregações nas igrejas.

(N.Santos)


Pregando Sem Complicação!

Você ficou desejoso de tornar-se um pregador completo  que impacta pessoas e contribui com a transformação de vidas, com uma mensagem eloquente, sábia e amorosa? Então, eu quero lhe apresentar um excelente curso, que vai fazer a diferença na sua vida e no seu ministério.

A vantagem deste curso é que você, também, desenvolverá as suas habilidades de falar em público em qualquer que seja a sua profissão.

Este excelente curso de oratória com ênfase na pregação bíblica é, também, útil para você falar em público, seja como advogado, promotor, gerente, palestrante, conferencista, etc. Você vai se surpreender com a qualidade deste curso. 

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Série de Estudos Panorama da Bíblia   |   Levítico          



Título

Em hebraico, os livros de Moisés não têm títulos particulares; servem lhes de título as primeiras palavras do livro. No Gênesis o preâmbulo "no princípio" define o caráter do todo o livro, e acontece o mesmo com as palavras "chamou o SENHOR" que abrem o Levítico.

 
Realmente não há outro livro da Bíblia que contenha tantas palavras expressas pelo próprio Deus. Nesse livro, Deus, de Seu santuário celeste, chama a Moisés e com ele a todo Israel. O Senhor exorta o homem a se santificar para se aproximar dEle. Isto seria o papel principal da tribo de Levi. Como esse conjunto de ordenanças rituais que compõe o livro regula o comportamento dos sacerdotes em seu ofício, os tradutores da versão grega dos Setenta, intitularam-no simplesmente Levítico.

 

Finalidade do Livro

A santidade de Deus tem exigências das quais o homem não está consciente. Moisés foi intimado a se apresentar à tenda da congregação, onde Deus estava, para receber dEle as diretrizes de que Israel precisava. Mas, por que tantas instituições cerimoniais, cujos detalhes são minuciosamente previstos por Deus, e onde nada foi deixado ao acaso? O Espírito de Deus tem em vista aqui uma dupla finalidade.

 
a) Mostrar ao israelita o contraste entre suas limitações próprias e a justiça absoluta dAquele que lhe fala, e esta é a palavra chave do livro: "Disse o SENHOR a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque Eu, o SENHOR vosso Deus sou santo" (19:1,2).

 
b) Apresentar com antecedência ao israelita o supremo sacrifício, o de Jesus Cristo, através dos múltiplos holocaustos e sacrifícios de expiação, que prefiguram a obra realizada na cruz do Calvário.


É, pois, um livro que não revela seus tesouros, senão â luz do Novo Testamento, e que só pode ser meditado se nos colocarmos diante da Pessoa e obra de Jesus Cristo.

 
 

O plano do livro

Capítulo 1-10: o que Deus propõe a Israel

Cinco sacrifícios (cap. 1-5)
Um sacerdócio bem regulado (cap. 6 e 7)
Sacerdotes inteiramente consagrados (cap. 8-10).


Capítulos 11-27: o que Deus prescreve a Israel

Leis absolutas abrangendo todos os domínios da vida.



Nesta seção alguns capítulos são mais importantes que outros:

13-14 - A lei sobre a lepra, que prefigura a obra de Cristo em relação ao pecado.
16 - A lei da cerimônia das expiações, tipo da obra de Cristo na cruz.
23 - A lei sobre as festas de Israel, imagens representando o conjunto da obra eterna de Cristo.
26 - As bênçãos, que ilustram a sorte presente e futura do povo de Israel, fora de Cristo e depois em Cristo.

 

Glossário


7:34
O peito movido - Ato de apresentação a Deus, com movimento de um lado para outro (confira 7:34 e 23:11).

8:7,8
A estola sacerdotal - Estola é a túnica do sacerdote, guarnecida de pedras preciosas (confira Êxodo 28:6-30) entre elas o Urim e o Tumim (luz e perfeição): antes que Sua palavra fosse escrita, Deus dava certas diretrizes por intermédio desses objetos, cuja natureza exata nos é desconhecida (confira Números 27:21; 1 Samuel 23:9 e 28:6; Esdras 2:63).

8:10,12-13;10:3
Consagrar - Separar, santificar.

10:6
"Para que não morrais" - Para um sacerdote, tocar um cadáver representava grave imundícia, impedindo-o de servir ao Deus vivo.

14:4
Hissopo - Pequena sarça (1 Reis 4:33) cujos ra¬mos serviam de pincel.

4:10
Efa - Medida de capacidade.

16:8
Bode emissário - O primeiro bode degolado sobre o altar, prefigura a obra expiatória de Cristo, "entregue por causa das nossas transgressões" (Romanos 4:25 a). O segundo bode, enviado vivo ao deserto, prefigura a obra de Cristo "ressuscitado por causa da nossa justificação" (Romanos 4:25 b). Não somente levou nosso pecado na Cruz, mas, enfrentando o diabo que nos acusa, Ele o expulsou para sempre!
 
20:4
Moloque - deus pagão ao qual os idolatras ofereciam sacrifício de crianças (confira 18:21; 2 Reis 23:10; Jeremias 32:35).


27:28-29
Santíssima ao SENHOR - Objeto, animal ou pessoa consagrada a Deus de que o homem não podia se apoderar sem incorrer em severo julgamento divino. Ilustração: Josué7.     (por J. H. Alexander)